Acordou em um dia nublado, se arrumou para a guerra intensa que batia as portas.
Bela luta seria essa dela.
Devidamente alinhada caminhava para o campo de batalha, quando sente um forte calor começando a subir pelos tornozelos, chega até os joelhos, envolve a as coxas, atinge entre as pernas, ela pensa que vai cair.
“Mas esse calor? Agora?”
Já no ônibus o calor continua subindo sem parar, nesse momento os cabelos já estão começando a ficar molhados de suor. Olha em volta e todos estão confortáveis em suas blusas, casacos e cachecóis.
“Por que só eu estou sentindo esse fogo todo?”
Não aguentanto mais o calorão sem fim, começou a brigar com as bolsas, tinha uma em cada mão, precisava tirar a blusa urgente. Se torce daqui e da lá, coloca uma bolsa no chão, se torce um pouco mais, levanta braço, puxa manga, a camisa levanta, a barriga aparece, e por fim arranca aquela coisa de lã fervente.
Sente um olhar forte em sua direção, localizando de onde veio percebeu um certo ar de espanto vindo de um homem.
“Maldito, ta olhando o quê? Só porque você está com sua cacharrel quentinha, cheia de fios peludos e essa jaqueta enorme, acha que devo estar sentindo o mesmo frio que você? Pois não estou com o menor frio... Muito pelo contrário.”
Ficou ali na dúvida se rodava a catraca, ainda sentia um fogo ardente, mesmo sem a blusa.
“Ai, ai, ai! Se eu for para o meio daquele povo quentinho vou morrer assadinha. Mas porque diabos sinto esse calor todo?”
Enquanto fazia essa pergunta pisou no pé de uma mulher, foi fuzilada, com o fone de ouvido se entretendo, só pode ler os lábios da furiosa senhora...Filha da puta... Se filho de peixe peixinho é, filha da puta, puta também é. Bingo! A puta de novo no ônibus. Esse calor todo é coisa de puta mesmo.
Já descendo do coletivo, tropeçou.
_ Cacete!
Olhou para o próprio pé e localizou a raiz de seu fogo alarmante. A bota. Aquele calçado de couro, lindo, morrom, internamente forrado com algum tipo de pelo quente, muito quente, que somado a meia “maldita hora mamãe ensinou essa coisa de que sapato fechado deve ser usado com meia, ela não sabia da existência de botas com esse poder de aquecimento.”
Chegou no puteiro, tirou a meia. Continuou quente, linda, puta raladeira.
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Um comentário:
Irmã,
Esse blog arrasou com tudo!
Adoreeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiii!
Show!
Putistas venceremos!!!!!!!!
Principalmente agora, que você mora com a Puta Alta...rs...
Beijos!!
Puta Baixa
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