O encontro dela com a profissão foi atípico.
Vendedora de serviços de tecnologia foi chamada para apresentar proposta a uma empresa de logística.
Pela primeira vez, em dois anos de trabalho atrasou-se, não foi apenas um atraso como tantos, daqueles que se chega e se pede desculpas, ela demorou duas horas.
Quando chegou, o executivo que iria recebê-la tinha ido embora.
Sabe-se lá porque foi chamada a voltar, e desta vez, chegou quase uma hora antes.
Ao entrou na sala deu de cara com o par de olhos azuis mais belos que já tinha visto.
Concentrou-se na reunião, não permitiu que as tentativas de fuga do assunto tivessem sucesso.
Cartões profissionais trocados, nessa época ela tinha título de gerente comercial, ele era só filho do dono, mas escrevia que era gerente também.
Semanas passaram até um novo encontro para fechar negócio. Nessa ocasião, ele ganhou o celular de trabalho dela.
Feriado na cidade, uma tal de marcha para Jesus parando a Av. Paulista.
Moça temente a Deus, evangélica praticante e dedicada, estava trabalhando na organização do evento.
Vestia por cima de uma camiseta cinza de mangas compridas outra branca de mangas curtas com o nome do evento, calça azul com uma listra rosa em cada perna e um boné na cabeça, para proteger do sol forte que fazia no dia. Seu posto de trabalho era em frente ao vão livre do MASP.
Recebeu uma mensagem no celular: Me ligue.
“Meu Deus, será que o moço de olhos azuis teve problemas na empresa? Em pleno feriado? Tá amarrado Senhor!”
Ligou:
― Oi, está tudo bem?
― Sim está e com você?
― Bem também. – “Ele não me parece estar com problemas”
― O que você está fazendo? Pensei em jantarmos.
― Como? – “Será que eu ouvi bem? Ele me chamou pra jantar?”
― Onde você está? Que barulho é esse?
Se viram somente após o término do turno dela.
Ela ali totalmente esportiva, o esperava no local marcado. Na esquina da Av. Brigadeiro com a Al. Sarutaiá. Sim uma esquina.
Entrou no carro com medo do que viria depois. Não aceitou jantar, apenas um sorvete.
Foram a um bar ali próximo, ela coca-cola com gelo e limão, ele cerveja escura.Tirou o boné, e ali na mesa mesmo a camiseta cinza que estava por baixo. Estava mais calor.
― Você é bonita, seu cabelo é ótimo. Acho que só olhei para você pelos cabelos curtos, apenas mulheres fortes usam cabelos assim.
Quase duas horas de conversa e decidiram ir para outro lugar.
Passaram por três bares naquela noite. Ela tentou beijar, recebeu uma recusa como resposta, depois ele beijou, beijaram.
A noite parecia não ter fim, ele sugeriu que ela dormisse em um flat próximo, ele não dormiria junto, respeitando a crença dela.
Ela chorou e culpou o chopp de vinho que acabou tomando.
Não aceitou o flat, exigiu que a levasse em casa.
Já em sua cama, bêbada e nua, foi procurar o celular na bolsa, achou um bolinho de dinheiro enrolado em um guardanapo com a frase: “obrigado pela noite”.
No dia seguinte, ainda gerente, mandou um girassol para ele, no envelope devolvia o dinheiro: “Apenas aceitarei o pagamento o dia que te der prazer, e não pretendo cobrar tão pouco por uma noite inteira.”
Pediu as contas naquela semana e mandou fazer novos cartões:
A Puta
“Só recebo depois que você gozar”.
Prazer garantido para homens e mulheres.
Ligue e confira: 8888-4366
e-mail: aputadaleia@gmail.com
Vendedora de serviços de tecnologia foi chamada para apresentar proposta a uma empresa de logística.
Pela primeira vez, em dois anos de trabalho atrasou-se, não foi apenas um atraso como tantos, daqueles que se chega e se pede desculpas, ela demorou duas horas.
Quando chegou, o executivo que iria recebê-la tinha ido embora.
Sabe-se lá porque foi chamada a voltar, e desta vez, chegou quase uma hora antes.
Ao entrou na sala deu de cara com o par de olhos azuis mais belos que já tinha visto.
Concentrou-se na reunião, não permitiu que as tentativas de fuga do assunto tivessem sucesso.
Cartões profissionais trocados, nessa época ela tinha título de gerente comercial, ele era só filho do dono, mas escrevia que era gerente também.
Semanas passaram até um novo encontro para fechar negócio. Nessa ocasião, ele ganhou o celular de trabalho dela.
Feriado na cidade, uma tal de marcha para Jesus parando a Av. Paulista.
Moça temente a Deus, evangélica praticante e dedicada, estava trabalhando na organização do evento.
Vestia por cima de uma camiseta cinza de mangas compridas outra branca de mangas curtas com o nome do evento, calça azul com uma listra rosa em cada perna e um boné na cabeça, para proteger do sol forte que fazia no dia. Seu posto de trabalho era em frente ao vão livre do MASP.
Recebeu uma mensagem no celular: Me ligue.
“Meu Deus, será que o moço de olhos azuis teve problemas na empresa? Em pleno feriado? Tá amarrado Senhor!”
Ligou:
― Oi, está tudo bem?
― Sim está e com você?
― Bem também. – “Ele não me parece estar com problemas”
― O que você está fazendo? Pensei em jantarmos.
― Como? – “Será que eu ouvi bem? Ele me chamou pra jantar?”
― Onde você está? Que barulho é esse?
Se viram somente após o término do turno dela.
Ela ali totalmente esportiva, o esperava no local marcado. Na esquina da Av. Brigadeiro com a Al. Sarutaiá. Sim uma esquina.
Entrou no carro com medo do que viria depois. Não aceitou jantar, apenas um sorvete.
Foram a um bar ali próximo, ela coca-cola com gelo e limão, ele cerveja escura.Tirou o boné, e ali na mesa mesmo a camiseta cinza que estava por baixo. Estava mais calor.
― Você é bonita, seu cabelo é ótimo. Acho que só olhei para você pelos cabelos curtos, apenas mulheres fortes usam cabelos assim.
Quase duas horas de conversa e decidiram ir para outro lugar.
Passaram por três bares naquela noite. Ela tentou beijar, recebeu uma recusa como resposta, depois ele beijou, beijaram.
A noite parecia não ter fim, ele sugeriu que ela dormisse em um flat próximo, ele não dormiria junto, respeitando a crença dela.
Ela chorou e culpou o chopp de vinho que acabou tomando.
Não aceitou o flat, exigiu que a levasse em casa.
Já em sua cama, bêbada e nua, foi procurar o celular na bolsa, achou um bolinho de dinheiro enrolado em um guardanapo com a frase: “obrigado pela noite”.
No dia seguinte, ainda gerente, mandou um girassol para ele, no envelope devolvia o dinheiro: “Apenas aceitarei o pagamento o dia que te der prazer, e não pretendo cobrar tão pouco por uma noite inteira.”
Pediu as contas naquela semana e mandou fazer novos cartões:
A Puta
“Só recebo depois que você gozar”.
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e-mail: aputadaleia@gmail.com
7 comentários:
Meu deus!
Já pensou se todas as pessoas que saissem de reuniões de negócio ou encontros virassem putas, a nossa protagonista ia ter concorrente para c******** huahuahua
Há homens que só merecem putas baratas...
Bela história.
Beijinhos.
Belo texto e diferente, né? Legal, gostei. Abraço
Li algumas coisas deste seu blog. sabe o que é uma das grandes bençãos da vida ( pelo menos pra mim )? A total liberdade de ser.
Parabéns ... é isso ai!
beijo
Cris Animal
Estou sem palavras... É um excelente post! :-O
Adorei descobrir o teu blog, por isso hei-de visitá-lo mais vezes.
Forte, inusitado, obtundente.
Gostei muito.
Beijinhos carinhosos do João
acho que conheço a prima desta.
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